E o ano começou... Janeiro terminando e já dá pra sentir o cheirinho de Fevereiro novo no ar. Nosso tempo: dos curiosos, rebeldes e contraditórios aquarianos... Nem me decidi por acreditar em astrologia, mas acho engraçado que tem tanta coisa que combina, li por aí que “o destino dos aquarianos é passar de Saturno a Urano (planeta das mudanças súbitas). É passar do passado ao futuro sem se preocupar com o presente. Porque para eles, o presente não existe”.
Então, faltando 2 semanas para meus 21 anos e para o carnaval e eu estou pensando em quem? Adivinha... Olga Benário. E vocês devem estar se perguntando o que meu aniversário e o carnaval tem a ver com isso, pois bem, vou explicar: Não sou judia, nem alemã, nem comunista, não tive filhos com “o cavaleiro da esperança” (Luís Carlos Prestes), tampouco fui entregue a Hitler por Vargas (e nem por ninguém!)... Mesmo assim, eu e dona Olga temos muitíssimas coisas em comum, para começar nosso aniversário é na mesma data, 12 de fevereiro, sendo ela do ano de 1908 e eu de 1989 (poucos anos de diferença, apenas 81); e quanto ao carnaval, Olga era apaixonada pelo carnaval, e eu não fico atrás. Olga, apesar de não ser aquela candura e melosidade toda que o filme mostra, adorava poesias e escrevia cartas; pois bem, gosto de poesias, escrevo cartas, sou amavelmente bruta. Olga é uma espécie de inspiração, sabe? Uma heroína, sinônimo de coragem!
Por falar em idade, sabe quando se tem a impressão de estar ficando velha? Pois é, tô me sentindo assim! Anteontem mesmo eu tinha 7 anos, e ontem mesmo eu tinha 14, agora vou entrar na minha 3ª década... Se bem que ainda não me apareceu nenhum cabelo branco, mas me mata lembrar quantas transformações tecnológicas eu já assisti: Eu fiz curso de datilografia, minhas provas eram rodadas num mimeógrafo, passava propaganda de Walter Mercado (aquele parecido com Hebe) o dia inteiro no SBT. Cinema? Em Lucrécia você só assistia filme se fosse na Sessão da Tarde ou tivesse um aparelho de vídeo (e as fitas que eram mais difíceis); agora ninguém nem ouve falar onde foi parar Walter Mercado e Hebe tá "morre - não morre", a moda é filme 3D, e dizem que a gente tem a impressão de estar dentro da tela... Já pensou, eu, beradeira como sou, assistindo uma coisa dessas? Certeza que ia tentar tatear os personagens.
Até eu, que adoro inovar pensamento, sinto como o tempo passa e mudanças acontecem... e como passa né, Senhor Tempo!?
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa).

